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Sétimo Capítulo

por Dady, em 23.12.08

Desculpem nao postar há tanto tempo. Ainda estou deprimida --'

E tenho passado os dias a ver fotos dos Jonas com a Juqa e a ouvir a "Diary of Jane - Breaking Benjamin".

Este capítulo está... esquisito. :s

Ando sem inspiração nenhuma --'

 

Que piada tem o Natal? Digam-me, que piada tem?!  É um dia como todos os outros... tristes, deprimentes e sós ! Para quê tanto entusiasmo ? Expliquem-me, por favor!

_______________________________________________

 

Tony. Era Tony. Estava paralisado á porta do quarto de Vénus olhando para nós e com lágrimas a escorrerem pela sua cara.
- Tony? – larguei Vénus. – Tony, que se passa?
Ele continuava imóvel a olhar para nós. Virou-se e foi-se embora, com passos largos e rápidos.
- Tony? – gritei.
Olhei para trás: Vénus estava esquisita, como se tivesse sido deitada abaixo. Estava sentada com os cotovelos nos joelhos e a testa pousada nas mãos. Ouvia leves guinchos de dentro dela.
- Vénus?
- A culpa é minha! – gemeu.
- Porquê? – perguntei sentando-me a seu lado.
- O Tony… ama-me verdadeiramente. Nós já… tivemos uma pequena relação.
- E o Tony ainda te ama, depois de o teres feito sofrer tanto?
- Pois… - assentiu, enroscando-se na sua cama, triste.
- E tu? Sentes algo por ele, ainda? – enrosquei-me a ela.
- Joe, que pergunta é essa?
- Ficaste nesse estado por ver Tony triste e magoado…
- Não brinques com isto, Joe! Ele é meu amigo. É natural, acho eu!
- Pois. Só quero saber o que este beijo significou, Vénus!
- Não sei… Não sei de nada, neste momento! E não me pressiones, por favor! – gritou.
- Desculpa.
Abracei-a e levantei-a, ficando sentados lado a lado. Tony era a última pessoa que eu esperava ver tão abatido como estava.
- Eu vou falar com ele. – determinei.
- Se calhar, é melhor ir eu. – ripostou.
- Está quietinha. Eu vou!
Levantei-me e dei-lhe um beijo na testa suada e quente. Saí do quarto e olhei em redor, os corredores estavam vazios, não se ouvia um som. Corria, desesperado, por todos os corredores em busca de Tony. Não o via em parte alguma. Olhei para o céu: estava escuro e cinzento, pronto para chover, mas tinha um brilhozinho de Sol escondido por entre as nuvens. Então lembrei-me do que Tony me dissera uma vez…
“ Por vezes, enroscarmo-nos num canto onde não esteja nada nem ninguém nos faça sentir melhor. Aí, poderemos chorar sem que ninguém nos veja, podemos sofrer sem incomodar ninguém, podemos adormecer… e nunca mais acordar.”
Procurei em todos os cantos lá fora, mas nada. Dentro e nada, de novo. Sentei-me num banco e pensei. Tony também me tinha dito que era tal e qual eu. Sofria da mesma maneira, a fazer as mesmas coisas, nos mesmos sítios.
Corri apressadamente para o quarto. Procurei em todos os cantos – como se o quarto fosse enorme -, mas nada encontrei.
- Sofria da mesma maneira que eu… - pensei para mim. – O Sol!
Mas neste momento, não havia Sol… ou talvez houvesse: aquele brilho incandescente que perfurava as nuvens e se via da Terra. Dirigi-me ao local de onde se via melhor essa pequena fenda de luz.
 Tony estava sentado no chão de pernas cruzadas a olhar para o céu. Cheguei-me perto dele e pousei a minha mão sobre o seu ombro.
- Tony… - sentei-me a seu lado – Desculpa.
Não respondeu.
- Eu não sabia. Devia ter percebido, fazias de tudo para eu entender, mas fui cego e não vi! Se quiseres, deixo a Vénus. – gritei. – Nem sequer sei se aquele beijo significou algo… - desabafei baixinho.
- A Vénus ama-te. – disse Tony, roucamente, com o queixo colado ao peito.
- Tony… - suspirei.
O que lhe iria dizer? Isto era complicado quando se tratava de dois melhores amigos gostarem da mesma rapariga. Do nada, como se caísse do céu, apareceu Nick.
- Então? Está na hora do comerzinho, meninos! – mandou ele com ar bem-disposto.
Olhei para ele como se quisesse dizer “Desaparece, não é altura!”. Nick entendeu.
- Desculpem. – pediu e saiu a passos curtos mas rápidos.
- Por favor, Tony.
- Tudo bem. – sorriu.
- Prometes que não ficas amuado comigo ou com a Vénus?
- S..im. – murmurou.
Levantei-me e puxei-o para que viesse comigo.
- Não tenho fome. – resmungou Tony.
- Quem disse que íamos comer? Também não tenho muito apetite.
- Vamos onde, então? – perguntou.
- Falar com a Vénus. Não vos quero ver assim!
- Não! – e fugiu.
Como era difícil ter de aguentar com os meus problemas e com os dos outros. Sentei-me no canto do nosso quarto e olhei para o céu escuro e tempestuoso. O tempo estava tal e qual como a minha vida.
Sabia que o Tony não ia ficar descontraído com isto tudo. Mas será que a vida só nos fazia sofrer? Só de pensar como a aldeia deve estar… as saudades da pequena Lizzie.
Adormeci. Tive um daqueles sonhos que estava á beira de um penhasco e saltei. Gritava e caía, caía, caía… mas nunca mais chegava ao fundo. Eu sabia que aqueles sonhos tinham significado, não os tínhamos em vão. Mas nunca ligava. Talvez fosse melhor começar a tentar perceber o seu significado…

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publicado às 14:29

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


2 comentários

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De saragr a 23.12.2008 às 14:49

mais uma vex dexculpa mas nao da pa ser melhor tinha te dito k pa proxima era mas tao deprexe nao consigo...

nao e dos teus melhores mas nao ta uma merda ate ta fixe goxtei continua..






tens talento ai dentro..

fica bem
kiss
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De aninha a 26.12.2008 às 16:45

ate gostei :P

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