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Capítulo 3

por Dady, em 07.02.09

Boa Noite!

Não postei mais cedo porque estou... triste? Sim, a tristeza voltou.

Whatever, ainda vou no inicio do capitulo 6. Esta semana foi cheia de testes e não tive tempo nenhum pra escrever.

Já escolhi os presonagens e a banda sonora da Vampires Will Never Hurt You.

Agora só falta começar a escrever. ^^,
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    O despertador tocou, marcando as 10 horas. Estava com a roupa de ontem, estendida em cima da cama, abraçada a duas molduras. Pousei as molduras na mesa-de-cabeceira e agarrei o telemóvel, para ver se tinha alguma mensagem – não tinha nenhuma.
    Respirei fundo e dirigi-me ao quarto de banho para tomar um duche.
    - Candyce! – chamou-me Sr.ª Cussler enquanto me vestia.
    Arrumei o quarto e segui para a cozinha, onde se encontrava Sr.ª Cussler. Sentei-me na minha cadeira habitual, que tinha uma tigela com cereais á frente.
    - Candy, querida, tenho algo para te dizer. – anunciou-me. Acenei com a cabeça como sinal para começar a dizer o que se passara – Bem… como sabes, o teu pai ainda está fora – bufei irritada – E também sabes que estava a escrever um livro, não sabes?
    - Livro? Não…
    - Então – continuou ignorando-me – mandei um exemplar para uma editora e a editora aceitou. Partirei para o mês que vem, em sessões de autógrafos.
    - E ficarei sozinha… - suspirei.
    - Não ficarás nada, tens o teu amigo com quem passas os dias todos!
    - Desculpe, que está a querer dizer? Está a dizer que ele vai ficar cá?
    - Não, nada disso! Mas eu vou tratar do problema de ficares cá. – disse sem preocupação. – Agora, vou sair. Depois arruma a cozinha, sim? – saiu, fechando a porta atrás de si.
    - Deve pensar que sou empregada dela! – suspirei para mim, enquanto levantava a mesa – Estou farta disto!
    - É assim tão mau? – assustei-me deixando cair a tigela que transportava. Reconheci logo quem era. A sua voz era inconfundível, mesmo estando a minha cabeça cheia de pensamentos a gritar bem alto.   
    - Joseph Adam Jonas! – gemi enervada.
    - Ups, foi assim tão grave?
    - Não – ri-me e lancei-me sobre ele.
    - Que felicidade por me ver!
    Larguei-o e apanhei a tigela, depois abri uma gaveta para tirar uma toalha, que usaria para limpar o chão encharcado de leite, visto que não tinha comido quase nada.
     - Qual era a crise para estares a falar sozinha? – perguntou, baixando-se para me ajudar.
     - A minha querida madrasta vai-me deixar sozinha em casa enquanto anda a passear e a dar autógrafos! Ah, e ainda me obriga a limpar o que sujou! – riu-se – E achas piada. Tudo bem. – virei-lhe as costas, seguindo para a sala. Joe seguiu-me ainda lançado gargalhadas longas e fortes. – Podes parar?!
    - Desculpa. Não pensei que te enervasse tanto. 
    Caí no sofá que soltou um ruído estranho e abafado. Levei os joelhos ao peito, apertando-os com os braços e uma lágrima caiu dos meus olhos.
    - Então, pequenina? – sentou-se ao meu lado, envolvendo-me com um braço.
    - Tenho saudades do meu pai. Aquela mulherzinha é um inferno. E tu… - parei para pensar no que diria a seguir - tu estás sempre comigo e eu abuso demasiado de ti. – outra lágrima caiu do canto do meu olho.
    - Sabes que de mim podes usar e abusar aquilo que quiseres, Candyce. Eu faço tudo por ti, seja o que for – respirou fundo – Ouve, eu prometi que ficaria contigo para toda a vida, não foi? – olhei para os seus olhos que brilhavam – Prometi que nunca me afastaria de ti, não prometi? Estive sempre contigo, todos os dias, todos os minutos desde que nos conhecemos. E, por último, mas não menos importante, eu já te disse vezes sem conta que te adoro e me és demasiado.
    - Obrigada por tudo, Joe. - olhei o chão e, de seguida, virei o olhar para ele. Respirei fundo enquanto mordia o lábio inferior - Posso pedir-te um favor? – acenou com a cabeça – Diz-me, de novo, que nunca me irás deixar e que me adoras, por favor.
    - Candyce, estarei contigo sempre que precisares, ou até mesmo sem precisares. E sim, eu adoro-te muito, mas mesmo muito. – sorriu e lancei-me sobre a sua cintura, ficando com a face colada ao seu peito.
    Sentia o batimento regular do seu coração, enquanto o meu batia muito depressa, sem comparação ao seu. Apertei-o com mais força para sentir o seu calor e sorri, quando a minha cara já fervia de carinho. Senti os seus lábios na minha nuca e fechei os olhos.
    - Candyce? – disse para me acordar do rápido sono que tivera, agarrada a ele. Mexi a cabeça contra o seu corpo, em sinal que o estava a ouvir. – Que queres fazer hoje?
    - Não sei. Estive a pensar… nunca fui a tua casa. Podíamos ir lá…
    - Não! – gritou interrompendo-me.
    - Porquê, Joe? Tem calma! – perguntei sobressaltada, tirando a cabeça do seu peito e soltando os meus braços da sua cintura. 
    - Err… nada… nada… Candy. – tentou desculpar-se, mas sem sucesso. Eu conhecia-o como ninguém: sabia quando estava a mentir ou a dizer a verdade; sabia se estava feliz ou triste; sabia quando gostava ou detestava.
    - Diz-me, Joe!
    - Não! Não é nada! – arquejou muito alto e fechou os punhos para cessar a raiva.
    - Tens a certeza? – perguntei tentando parecer inofensiva.
    - Candyce, cala-te! Pára, está bem?! – levantou-se num só movimento e ando de um lado para o outro, tentando acalmar-se.
    - Sim. – sussurrei de cabeça baixa. Eleestava irritado comigo por querer ir a sua casa: ou a sua casa tinha algo de especial, que não queria que visse ou preferia ir a outro sítio.
    Assenti com a cabeça sem sorrir, pois não achava bem sorrir quando alguém estava irritado connosco. Levantei-me e subi as escadas sem pronunciar um som. Fechei a porta do quarto, peguei na carteira e no telemóvel, que atirei para cima da cama, e abri a janela, empoleirando-me no parapeito.
    Com ele, eu era feliz, mas…. E se a partir daquele dia tudo mudasse e passássemos os dias a discutir? E se ele nunca mais quisesse passar os dias comigo? Eu queria fazer tudo perfeito, para que nunca ficássemos longe, mas talvez pequenas coisas, para mim, significassem muito para ele.
    Ouvi a porta ranger ao abrir-se. Olhei para trás, mesmo sabendo quem era. Estava com a cabeça dentro do meu quarto e a porta entreaberta.
    - Desculpa, Candyce… - suspirou – Não era minha intenção magoar-te com a minha fúria. 
    - Deixa estar. Já estou habituada a que toda a gente me magoe – disse melancólica. 
    - Por favor, Candy! Estás a deixar-me com a sensação de culpado.
    - Culpa de quê?
    - De estares assim, triste! Estavas mal e fiz com que ficasses ainda pior, Candy… desculpa-me, por favor – quase implorou, chegando-se muito perto de mim.
    - Eu estou bem – sussurrei, falhando-me a voz.
    - Anda, vem comigo. – abraçou-me por trás e eu agarrei-lhe os braços, prendendo-o a mim.
    - Joe – chamei, olhando os meus sapatos. – Ficas comigo?
    - De que estás a falar? – pareceu confuso.
    - Sim, se ficas comigo hoje.
    - Hoje e sempre. – sorriu e beijou-me o pescoço.
    Ele era um doce para mim. Se calhar, tinha sido apenas um pequeno descontrolo de fúria, nada mais. Eu amá-lo-ia, estando chateados ou não.
    Ele pegou-me ao colo, num simples toque. Levou-me, nos seus braços, até á porta, onde quase me deixou cair. Levou-me até ao carro e depositou-me no lugar de passageiro, sentando-se no lugar do condutor. Ele olhou para trás, para ver como estava: estava tal e qual como ele me deixara. Expressei um sorriso rasgado e ele arrancou.
    Remexi no seu cabelo brilhante todo o tempo. Chegámos ao destino e Joe pegou-me, de novo, ao colo. Trancou o carro e andou calmamente, comigo nos seus braços, até á porta. Os meus braços envolveram o seu pescoço e Joe tirou uma das suas mãos para empurrar os meus cabelos para trás.
    Chegámos á sala desarrumada e ele atirou-me para cima do sofá docemente.
    - Eu avisei-te que não queria que viesses. – suspirou.
    - Só por causa disto? – ri-me.
    - Err… Sim. – gaguejou.
    Entendi logo que não era apenas a desarrumação. O seu gaguejar significava que mentia, que tinha algo a esconder. Sentou-se ao meu lado, deitando-me e pousando a minha cabeça nas suas pernas, que eram como almofadas. A sua doce pele acariciava o meu rosto e sentia a sua respiração leve. O seu cheiro era único, incomparável e inesquecivelmente bom. Fechei os olhos e esperei sentir os seus lábios tocarem repentinamente na minha face. E assim aconteceu; uns segundos depois de fechar os olhos Joe beijara a minha face.
    A minha mente estava apenas concentrada nele, nos seus olhos, no seu cheiro, na sua voz… Não sabia como ele o fazia. Talvez o seu aroma fizesse uma lavagem cerebral e o brilho, que brotava dos seus olhos, apagava as memórias temporariamente… Não sabia o motivo, nem o modo, apenas sabia que ele conseguia e sentia-me feliz por isso. 
     Senti Joe remexer-se por baixo da minha cabeça. Parecia querer deitar-se a meu lado, ou algo do género.
    - Joe, como o fazes? E porquê? – murmurei.
    - Não sei do que falas, mas também não quero saber. Estares confortável é a única coisa que me importa. – a sua voz entrara para a minha cabeça e já não conseguia tirar aquelas suas palavras da cabeça:“ Estares confortável é a única coisa que me importa”.  
    Senti um arrepio e espirrei, sentando-me no sofá. Joe soltou um bufo de insatisfação: finalmente tinha conseguido deitar-se a meu lado sem me incomodar e eu levantara-me.
    - Desculpa, deixei as janelas abertas. Deve ser corrente de ar – disse.
    - Não faz mal. Agora que já “acordei”, queres ver um filme?
    Ele agitou a cabeça para cima e para baixo, querendo dizer um sim e levantou-se para ir fechar as janelas. Remexi nos DVD’s, que ele tinha numa prateleira e ele dirigiu-se a um pequeno armário, tirando um saco de pipocas de microondas.

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publicado às 21:22

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


10 comentários

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De Ju a 08.02.2009 às 13:16

Epah oh Dady eu adoro o teu blog xP


Agora coisas que interessam:

- Eu ando a questionar-me quando tempo vou ter que ler esta fic a olhar praquele cabeçalho lindo com o Robert à espera que ele entre na história u.u

- O Joe tem um segredo, como sou uma cusca do pior, agora quero saber o que se passa e por isso vou andar sempre aqui colada à tua fic ou passar o resto do meu belo domingo a pensar no que poderá ser u.u

- Não gosto da Srª Cussler, deve ter a mania a marmanja u.u'

- QUERO MAIS .

Beijinho, adoro-tee ! @

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