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Capítulo 4

por Dady, em 14.02.09

 

Oláá!
Que dia deprimente hoje, não acham? --'
Vamos às notícias: 
1º- vou no capítulo 7 da Sorry for the Promises [ ainda nem cheguei à parte principal da fic ]
2º- Acabei, esta tarde, de escrever o capítulo 1 da Vampires Will Never Hurt You.
 
Feliz dia de S.Valentim! [que eu fico a chorar ali ao canto --.]
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    Sentámo-nos no sofá e carreguei no “Play”. Encostei-me a ele e Joe pousou o seu braço em cima dos meus ombros. Meti a mão dentro da tigela de pipocas á sorte e tirei uma mão cheia de pipocas.
    - Candy… diz-me uma coisa – pronunciou.
    - Hum?
    - Tu gostas destes filmes?
    Sinceramente, nem repara no nome, na capa ou até mesmo no resumo atrás. Escolhera um qualquer, talvez o primeiro que tirei. Apenas queria estar com Joe fosse qual fosse o filme.
    - Queres mesmo saber? … Não. Escolhi qualquer um. – ri-me.
    - Pois, bem me parecia. Vamos escolher outro que ambos gostemos, sim?
    Pegou num monte de filmes e trouxe-os até ao sofá. 
    - Não, Joe! – gritei calmamente, pondo a mão por cima dos DVD’s.
    - Não queres ver?
    - Tenho de falar contigo.
    - Sou todo ouvidos. – disse, olhando sério para mim.
    - Ouve… - baixei o olhar – Eu acho que… o que sinto por ti já não é o que era. – Ele olhava para mim confuso, como se ainda não tivesse chegado a lado algum. – Todos estes minutos, estes dias… têm sido a melhor coisa da minha vida. – parei para respirar – Joe… eu acho que sinto muito mais que amizade por ti. Talvez… amor.
    Ele silenciou, tal e qual como eu, ficando assim num silêncio perturbador.
    - Candy, eu… não sei que te diga. Para mim, estar contigo é um bem essencial. Quando estou sem ti já não tenho a mesma alegria. Eu acho que também sinto mais do que… amizade. 
    - Desculpa, Joe levantei-me do sofá. Eu acho que tenho de ir para casa pensar.
    - Sabes qual é o teu mal? Pensas demasiado. – virei-me para olhar a sua face encadeada pelo sol – Deixa as coisas acontecerem. Não as forces nem as impeças. – e por fim, sorriu-me, levantando os olhos do chão.
    - É estranho como tens sempre razão e tens um efeito controlador em mim. – sorri também.
    - Eu sou estranho… tu também és, Candy. Todos nós somos estranhos por um lado.
    Aproximei-me de Joe, que se levantou e apertou a minha cintura puxando-me para si. Os meus olhos brilhavam ao ritmo da nossa pulsação, que se ia tornando cada vez mais acelerada. Pousei as mãos no seu peito e senti a sua respiração estar mais perto da minha face, o que me fez fechar os olhos, temporariamente. Levantei ligeiramente a cabeça e os nossos lábios tocaram-se, fazendo-me parecer que ficara sem respiração. De repente, pareceu que lemos a mente um do outro e as nossas línguas acariciavam-se cada vez com mais carinho e pormenor. Um momento, que para mim parecia ter durado dias, durara apenas uns segundos.
    - Tens uns lábios docíssimos, Candy. – sussurrou. Eu permanecia ainda de olhos fechados e com as mãos no seu peito.
    Não respondi. Limitei-me a abrir os olhos e encostar o rosto á sua camisola, que estava colada ao corpo. O movimento do seu coração era estável comparado com o meu. Parecia impossível que nos tivemos conhecido há pouco tempo. Era como se já nos conhecêssemos desde sempre, que fossemos amigos desde crianças e agora o amor despertara do seu sono prolongado, ocupando parte daquilo que a amizade ocupara até aquele momento.  
    Respirei o seu aroma e afastei-me.
    - Será que devíamos ter feito isto? Este beijo… pode estragar a nossa amizade… - virei-lhe as costas e comecei a andar em direcção à janela. 
    - Só se nós quisermos. – parou por momentos. Ouvi passos atrás de mim. – Tu queres isso?
    - Não… - murmurei, virando. Dei um salto mal reparei que Joe estava muito perto de mim, quase colados.
    - Eu adoro-te e nunca te vou deixar. Eu prometi-te, lembras-te?
    - Era impossível esquecer-me.
    Voltei a pensar. Ele quereria continuar a amizade ou iríamos passar a ser… namorados? Perguntar nunca ofendeu ninguém…
    - Joe – comecei a andar em frente, desviando-me dele. – Que significou?
    - O quê?
    - Este momento… o beijo.
    - Para mim, tudo. - desta vez, era Joe que olhava pela janela.
    Sentei-me no sofá, onde havia DVD’s espalhados por toda a parte. Suspirei e olhei o chão, pousando os cotovelos nos joelhos e curvando-me.
    - Basta quereres, Candy.
    E queria. Mas não queria levar o mesmo caminho que a minha mãe, quando se separara do meu pai e se suicidara pouco tempo depois. Não queria sofrer como ela tinha sofrido. Não queria ter de deixar aqueles que amava para não sofrer mais com a mágoa.
    - Tu sabes que quero. – não podia deixar que a infeliz vida da minha mãe influenciasse na minha. Teria de viver a minha própria vida; cometer os meus próprios erros; aprender a viver sozinha, sem exemplos dos outros. Queria a minha própria vida… queria o Joe.
    - Se calhar, é melhor ires para casa, Candy.
    - Estás a expulsar-me? – levantei-me ao mesmo tempo que ele se virou.
    - Claro que não. Mas está a escurecer e… e eu tenho coisas importantes para fazer. – desculpou-se.
    - O quê, exactamente? - perguntei, desconfiada.
    - Err… tenho de… ir às compras. Não tenho comida em casa.
    - Não me importo. Vou contigo! – fiz-me de convidada.
    - Não, não. Não te quero maçar.
    - Mas… - olhou-me com um olhar mortífero e culpado. O que andaria ele a tramar, afinal? Fosse o que fosse, iria contar-me quando chegasse a altura. – Está bem.
    Avancei em direcção à porta e fechei-a com força. Não me preocupei em deixar Joe sozinho, sem uma única palavra. Ele nunca me expulsara nem me tratara mal, mas nestes últimos dias… apenas tem acontecido o contrário.
    - Candyce, espera! – gritou, mas ignorei-o.
    Atravessava a rua a passos largos e brutos. Ele alcançou-me e agarrou o meu braço, fazendo-me travar.
    - Que foi? Mandas-me embora e depois vens a correr atrás de mim?
    - Tem calma. Por favor.
    - Eu estou calma, mais calma não podia estar. – pronunciei cada palavra calmamente e depois suspirei, revirando os olhos e virando a cara.
    - Tu… tu vais saber, Candyce. Irá chegar a altura em que vais poder saber tudo. Eu prometo-te. – disse agarrando o meu queixo, para puxá-lo para si.
    - Mas eu não quero saber mais tarde. Quero saber agora! – eu sabia que era sincero o que ele dizia, mas eu queria poder ajuda-lo no que quer que fosse. – Nem sei se cumpres as tuas promessas… - murmurei tão baixo que pensei que Joe não me tivesse ouvido.
    - Candy, tu acreditas em mim, não acreditas?
    - Acho que sim.
    - Basta isso: confiança. Nada mais. – sorriu e abraçou-me. Comecei a chorar. – Não era minha intenção magoar-te.
    - Eu percebi. Mas sabes que sou demasiado sensível e qualquer coisa me fere.
    - Mas eu gosto de ti assim, minha florzinha de estufa. – afastou-se do meu corpo com os braços ainda presos atrás das minhas costas e sorriu de orelha a orelha.
    Na minha opinião, Joe era um ser de outro planeta. Nem sei se deste universo… pois tinha um efeito esquisito em mim, que nunca ninguém tivera até o conhecer. Feiticeiro? Ser sobrenatural? Extraterrestre? Não sei. Apenas uma coisa sabia a seu respeito: o seu nome e que eu o amava e isso não conseguia negar, por mais que quisesse.
    - Desculpa. Tens mesmo de ir, não posso ficar contigo hoje. Desculpa-me… - sussurrou com a cabeça baixa.
    - Não faz mal. Vai á tua vida, não tens de estar sempre preso a mim.
    - Mas eu gosto e quero estar contigo! Só que… nestes últimos dias vai ser um bocado difícil. – soltou os seus braços e virou-se, colocando a mão na sua nuca. – Eu amo-te Candy. E acredita, queria mesmo estar contigo, mas hoje… não vai dar. Tu irás saber. – deu-me um beijo e correu até casa, sem mais uma palavra.
    Suspirei e continuei em frente. Enquanto andava, dava pontapés às pedrinhas que se punham no meu caminho. Ia passar o dia sozinha, tinha de pensar como passar o tempo.
    Para quê preocupar-me? Joe não estava transtornado com o que ia fazer e eu iria saber mais cedo ou mais tarde. Se for bom, mais vale cedo… se for mau, nunca.
    Havia um parque ali perto. Procurei-o e mal o encontrei dirigi-me ao pequeno lago com peixes, onde eu brincava com a minha mãe, no passado. Mexi e remexi na água, fazendo pequeninas ondas que faziam os peixes movimentarem-se.
    Pensei em tudo naquela tarde. Nada escapou à minha mente. Pensei na morte da minha mãe, no meu pai longe, quando eu iria ficar sozinha em casa, sem ninguém para me ajudar se precisasse e, principalmente, no Joe. Sem ele, morreria por vias dolorosas; sem ele, não viveria.

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publicado às 21:02

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


4 comentários

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De DaNii'GiiRl a 14.02.2009 às 21:28

+.+ 0h my g0d

ta ta0 giiru +.+

+.+

Am0 az tuaS fiic'S ='D

kiisS*
LY*
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De aninha a 14.02.2009 às 22:13

que e que o Joe anda a preparar?:D
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De Ju a 15.02.2009 às 00:04

Oh Dady A SÉRIO andas-me a deixar muito, mas mesmo mesmo mesmo muito curiosa T-T
Vá lá, diz-me porque é que o Joe é assim coiso. :'s
Quero mais!
Beijinho «3
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De saragr a 16.02.2009 às 17:41

:(:( fiquei desiludida...
tou a brincar:D:D:D

ta mt gira(como sempre!!)
tava a ver que ela nunca mais se declarava...notava-se a milhas...(lool)

tou a adorar todos os capitulos ta emocionante e... profunda(nao sei talvez)...

imaginaçao nao te falta...

tou mesmo a ficar curiosa com o segredo do joe... mas eu perfiro esperar =D

bem ve se te despachas a postar mais um capitulo que tou super ansiosa =D

LINDO, LINDO, LINDO!!!!
=D =D =D =D

pronto ja disse td... agr ate a proxima (:

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