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Capítulo 5

por Dady, em 22.02.09
 
Boa Noite!
Well, Terça faço anos! *histeria*
Obrigaram-me a postar a estas horas, haja paciencia! --.
Bem, bom carnaval! ^^
PS: Esta música traz-me tantas recordações do passado. Foi ele que ma mostrou no passado, porque tem mesmo a ver connosco, antes disto tudo.
http://www.youtube.com/watch?v=h_m-BjrxmgI
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    Acordei com o barulho do vibrador de telemóvel. Sentei-me na cama, aconchegando a almofada, para pousar as minhas costas. Peguei no telemóvel que se encontrava na pequenina mesinha de cabeceira e atendi.
    - Bom dia! – Como era bom acordar com a sua voz. Sentia-me preparada para enfrentar o que quer que fosse.
    - Bom dia… - bocejei. – Já estás disponível?
    - Desculpa, Candy. Era mesmo importante! – não disse nada. – E se passássemos o dia juntos?
    - Não é o que temos feito desde sempre até ontem? – estava rabugenta sem razão. Se calhar, fora mesmo importante… um assunto de família ou assim.
    - Podes parar? Assim sinto-me mal. – reclamou. A sua voz tinha um som pesado, como se estivesse carregado de cansaço e algo estava mal com ele. Não tinha a alegria de sempre, não dizia piadas, nem era simpático comigo.
    - Porque tudo mudou, Joe?
    - Nada mudou. Pelo menos, para mim, Candy.
    - Tudo mudou, sim. Não és o mesmo comigo. Que aconteceu?
    - Eu ligo-te apesar de estar morto de cansaço e ainda dizes que não sou o mesmo contigo? – disse tão rápido e nervoso, que não percebi metade. Apenas uns segundos depois entendi tudo. Suspirou. – Ouve, terei de te implorar para que não fiques chateada? Eu amo-te e já to disse e demonstrei vezes sem conta. Que queres que te dê mais para além do meu amor por ti? O Mundo? Não consigo. Não me é concebido tal poder, mas se pudesse roubava o Sol, a Lua, todas as estrelas do universo, só para ti.
    Silenciamos durante uns longos segundos.
    - Desta vez, sou eu que te peço desculpa. Sabes que tenho andado stressada com tudo e necessito de ti. Ver o brilho dos teus olhos é um bem essencial como a luz do Sol. Cheirar o teu aroma como se desentupisse as minhas veias. Sentir a tua pele suave como cetim para nunca mais ter frio. Ouvir a tua voz equivalente a cânticos de passarinhos como se ela construísse o ritmo da minha pulsação. – senti-me aliviada ao desabafar-lhe aquilo. Nunca lhe tinha dito nada disto, mas desta vez, não me conseguira controlar.
    - Não sei que… que… que te dizer.    
    - Não digas nada. Apenas te peço que venhas cá a casa. – desliguei o telemóvel, sem lhe dar tempo para dizer algo.
    Deixei-me ficar na cama, deitando-me e aconchegando-me, confortavelmente. Fechei os olhos e tentei não adormecer até Joe chegar.
    Passados uns minutos, ouvi a porta do meu quarto bater e abri os olhos. Ele tinha chegado e estava em pé, á minha frente, a contemplar-me. 
    - Estavas com um aspecto tão carinhoso, Candy. – sorriu.
    Tentei levantar-me, mas sem sucesso, pois Joe empurrara-me.
    - Fica quieta. – deu a volta á cama e segui-o com o olhar. – Posso deitar-me a teu lado? Estou cansadíssimo. – abanei a cabeça, Joe descalçou-se e entrou para dentro dos cobertores que me cobriam. Agarrou a minha cintura e colámos os nossos corpos. Pousou a sua cabeça no meu ombro e, de seguida, beijou o meu pescoço. Ao sentir a sua respiração e o toque dos seus lábios senti-me bem, completa…
    Respirei fundo. Fechei os olhos por escassos segundos. Senti a mão de Joe acariciar-me a barriga e o seu nariz massajava suavemente o meu pescoço.
    - Amo-te, Candyce Cussler. Amo-te como nunca amei ninguém.
    - Nem sabes o quanto isso é verdade… - murmurei muito, mas mesmo muito baixinho.
    Joe adormecera e eu ficara acordada a remexer no seu cabelo. Pouco depois, adormeci igualmente, sobre o seu peito.
    Acordei com um raio de sol a atingir-me, fortemente, a cara. Levantei a cabeça e peguei no telemóvel, em cima da mesa-de-cabeceira. O relógio marcava 12:08.
   - Joe, acorda! – gemi. 
    - Que se passa? – abriu o olho direito para ver qual era o drama.
    - Já viste as horas? Já devíamos estar acordados e tu nem devias estar a dormir comigo!
    - Eu dormi contigo? – abriu o outro olho.
    - Sim. Os dois agarrados, em cima da minha cama!
    - Tem calma. A Sr.ª Cussler não deve ter reparado em nada. – levantou a sua cabeça e deu-me um beijo na bochecha. – Não tenhas calma, não. Chegas a velha cheia de rugas.
    - Tu vais gostar sempre de mim.
    - Pois é. – sorriu e levantou-se.  
    Ajudou-me a fazer a cama e preparou-me roupa para vestir enquanto eu tomava um duche rápido.
    - Venham almoçar, meninos! – gritou Sr.ª Cussler.
    - Afinal sempre sabia. – riu-se.
    Sorri e ele deu-me a mão, levando-me para a cozinha.
    - Chegámos, Sr.ª Cussler. – anunciou ele.
    - Não se importa que o Joe almoce connosco?
    - Claro que não! Para além disso, ele tem de conhecer os cantos á casa, afinal, vai passar cá muito tempo.
    - Sempre se decidiu assim? – perguntei enquanto nos sentávamos todos na mesa. Joe ficara ao meu lado na lateral direita da mesa e Sr.ª Cussler no cimo, como sempre. Acenou com a cabeça e fiquei furiosa. – Ouça… o Joe tem a sua vida, não pode deixar de a viver só para estar comigo! Eu já tenho idade para ficar sozinha, é verdade, mas nem mesmo a Sr.ª deve ficar sozinha em casa. E sabe de mais? Você é que nunca devia ter aceitado essa proposta enquanto o meu pai estava fora! Aliás, nunca devia ter cá entrado! – arrojei a cadeira para trás com brutalidade e saí a correr para a rua.
    Entrei no carro de Joe para o lugar do condutor e procurei as chaves. Finalmente, encontrei-as e pu-las no sítio onde encaixavam. Ele corria da porta até mim, desesperado.
    - Candy! – gritava. Em escassos segundos ele já se encontrava a abrir a porta do carro. – Que pensas que estás a fazer? Isso é roubo! – brincou, mas não me ri. – Oh, vá lá. Não ias conduzir isto, pois não?
    - Que mal tem? Já tenho idade.
    - Mas não tens carta. Se alguém te apanhava com o meu carro ficava sem ele, não achas? Depois como podíamos passear e divertirmo-nos? – o seu tom de voz acalmou-me. Baixei a cabeça com o olhar carregado de lágrimas. Sentia-me mal ao ouvir aquelas palavras e não palavras de carinho.
    Ele levantou-me, sentando-se no lugar do condutor e depois pondo-me no seu colo. Não tive reacção. Colocou a minha cabeça no seu ombro e fechou a porta.
    - Agora somos só nós os dois, Candy. Tem calma. – fez um leve movimento de lábios assemelhado a um pequeno sorriso. Beijou a minha teste com dificuldade e afagou o meu cabelo.
    Somos só nós os dois. Eu e ele. Mais ninguém para nos chatear. Só nós os dois…
    A minha mente reflectia sobre esta frase, enquanto dos meus olhos brotavam lágrimas indetermináveis.
    - Joe – a minha voz estava rouca devido ás lágrimas. – Amo-te.
    - Eu também, Candy. Não aguentaria muito tempo sem ti. És-me completamente a vida. Amo-te mais do que tudo. – levantou o meu queixo, segurando-o docemente e ficando bem preso nas suas mãos, e beijou-me. – Dizer-te todas as palavras do mundo não bastavam para descrever o meu sentimento por ti. Apenas sentimentos e gestos o conseguem demonstrar. Amar-te é a melhor e maior loucura de todas as que cometi e cometerei. – sussurrou ao meu ouvido. – Um completo sonho tornado realidade…
    - Amo-te, meu feiticeiro. – ronronei.
    - Feiticeiro? Sempre soube que era muita coisa mas… feiticeiro?
    - És só tu que me fazes sorrir quando choro. És só tu que me mimas como quando eu era pequenina. És só tu que me consegues mexer como ninguém mexe, sendo assim tua marioneta, tua cobaia. – beijei-lhe a face esquerda avermelhada.   
    - Já te sentes bem para sairmos do carro?
    - Estamos tão bem aqui. Os dois sozinhos. Ninguém a chatear…- parei por um pouco. - Se sairmos daqui tens de me levar ao colo. – chantageei. 
    - Não me importo.
    - Mas eu vou distraindo-te pelo caminho. Vais entretido, não vês o caminho e caímos os dois. Magoamo-nos e vamos para o hospital.
    - Que dramática, Candy. Mas tudo bem, eu fico aqui contigo. 
    Aconcheguei-me ao seu corpo, parecendo uma criança no colo da mãe. Fechei os olhos e respirei fundo, sentindo o seu aroma encher o meu peito de bem-estar. Naquele momento, sentia-me confortável, segura, viva.

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publicado às 00:34

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


4 comentários

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De aninha a 22.02.2009 às 01:01

txii ela e que e esperta e pena o Joe ter sido mais rapida a chegar ao carro :D
no colinho do rapaz agarradinha a ele como uma criança cool
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De ImmortalEcs a 22.02.2009 às 14:12

=D

ja p0ssu dizr k tnhu bl0g nu saaaap0 =D

I'm HAPPY x)


Ta mm LINDA +.+
Cada vez g0ztu +
ta mt... reaL (?) xD uma c0iisa asSim x)

KiisS**

«3
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De Gonçalo • a 24.02.2009 às 14:12

PARABEEEEEEEEEEEEEEEENS u.u
Desculpa a invasão mas vi que fazias anos no blog da DaniiGirl, eu fiz ontem xD
Beijinho <3
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De ieróó :D* a 28.02.2009 às 17:45

Tá um espectaculo miuda :O

Adorei mesmo ^^, Lindooooooooooooooooo <33

amo amo amo amo amo amo as tuas fics !!!

:D montesde tonghiot <33

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