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Capítulo 7

por Dady, em 08.03.09

Olá!

Esqueci-me de postar ontem. :'x

Tenho notícias... 

Vampires Will never Hurt You - vou no cap. 2

Na Guerra e No Amor - cap.9 ( vou a meio).

Sorry for the promises - estou no cap. 9 também.

 

Feliz dia da Mulher, meninas +.+
E agora vou acabar de ver o filme " Como perder a cabeça". xD

 

                                                                                                       Beijinhos!

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    Mais um dia, mais tempo de vida, mais tempo de felicidade e de amor. Com Joe tudo o resto não era problema, era apenas uma pequena pedrinha no sapato, que era fácil de tirar… mas não era. A minha vida em casa era difícil e nada o conseguia mudar, apenas os momentos com Joe me faziam sorrir. Se ficasse sem estes momentos, não sei o que me aconteceria. Por um lado ele prometera-me que nunca se ia afastar, por outro… eu sabia que tudo tinha um fim e o nosso fim ia chegar mais tarde ou mais cedo. O “para sempre” não existe, nem nunca existiu. Não podemos esperar que algo dure para toda a vida, porque acabara por se desvanecer a meio. Seja esse meio muito perto ou muito longe, chegará sempre.
    Abri os olhos e olhei em redor. Joe estava em tronco nu, agarrado a mim. Ele beijava o meu ombro, revestido apenas pela minha pele morena.
    - Bom dia, amor. – beijou os meus lábios ao ver que tinha acordado.
    - Onde estamos? – perguntei, visto que não conhecia aquele sítio de lado nenhum.
    - Na minha cama. No meu quarto. Na minha casa. E nós estamos juntos e felizes como sempre quisemos.  – sorriu e beijou a minha testa, levantando-se, de seguida. – Amo-te tanto, Candy. – vestiu uma t-shirt.
    - Eu também. – levantei-me com o lençol a tapar o meu corpo. Procurei a minha roupa. – Onde estão as minhas coisas?
    - Aqui. – aproximou-se de mim com os meus calções e o meu top numa mão e a outra a segurar as suas calças. Entregou-me a roupa e beijou a minha testa, fazendo-me fechar os olhos automaticamente.
    - Joe?
    - Diz, Candy.
    - Amar-me-ás no futuro? – virei-me para ele, vendo o seu rosto repleto de espanto. Baixei o olhar, ainda à espera de uma resposta positiva.
    - Não posso viajar no futuro, mas espero que sim. 1 em cada 10 casos dura para toda a vida, pode ser que o nosso seja esse. – sorriu e agarrou a minha face. – Mesmo que não dure no futuro, vou estar sempre a teu lado no presente. Amo-te. – acariciou a minha face com a mão que a segurava e beijou-me com amor. Amor esse, que sabia que era verdadeiro. Eu sentia-o. Sentia que tudo aquilo era verdadeiro e sentido. Sentia que ele me amava como eu o amava a ele. E por mais que soubesse que não duraria para sempre, senti-lo ali acalmava-me.  
    Joe levou-me a casa no seu carro, rapidamente. Tentei entrar em casa sem fazer barulho, mas Robert estava a ver televisão no sofá da sala. Ele olhou para mim e riu-se.
    - Onde andaste? … Não, espera. Já sei…
    - Desculpa, Robert. Não digas nada a Sr.ª Cussler, por favor! – implorei, ajoelhando-me a ele e fiz beicinho, beicinho ao qual ninguém resistia.
    - Tudo bem. Não lhe conto nada. Depois não digas que não sou teu amigo! 
    Ainda não tinha chegado à minha conclusão sobre Robert. Apenas nos tínhamos conhecido no dia anterior e era arriscado tirar já conclusões, mesmo com aquilo que ele já fizera por mim.
    Levantei-me do chão e subi as escadas com pés de lã. Parei a meio e virei-me para Robert, que não tirava os olhos do filme que estava a dar.
    - Robert… - ele olhou para mim, produzindo um ruído, representado que me ouvia. – Obrigada. – sorri e ele acenou com a cabeça, fazendo um sorriso leve. 
    Subi os degraus que restavam e atirei-me para cima da cama, quando cheguei ao quarto. Fechei os olhos e revivi toda a noite, que tinha passado naquele quarto, naquela casa, com ele. Alguém bateu à porta. Levantei a cabeça e mandei entrar.
    - Posso interromper o descanso? – perguntou Robert pela frecha da porta entreaberta.
    - Claro, entra. – ele entrou, fechando a porta atrás de si.
    Sentou-se na cama. Ficámos a falar sobre ele e algumas coisas sobre mim, mais ou menos meia hora, depois Sr.ª Cussler anunciou que o almoço estava pronto. Descemos, comemos e eu voltei para o meu quarto. Ouvi o telemóvel vibrar em cima da secretária e fui ver. Era uma mensagem de Joe a pedir para que fosse ter com ele ao rio. Avisei Robert e saí, sem Sr.ª Cussler dar por isso. Quando cheguei, sentei-me à beira rio e medi a temperatura da água. Mergulhei o braço dentro da água doce e incolor e brinquei com ela.
    - Candyce… - ouvi um sussurro atrás de mim e logo reconheci a voz. Levantei-me e sorri.
    - Que tens de tão importante para me dizer?
    - Candy… eu… - virou-me costas, olhando o chão. Esperei que ele dissesse algo. - Eu vou sair daqui por uns tempos. Não vamos ficar juntos durante umas semanas, mas temos os telemóveis, os e-mails, tudo. Nunca te vou deixar sozinha. – virou-se para mim com os olhos inundados de lágrimas que ele não queria que saíssem. 
    - Vais… embora? Porquê? Por quanto tempo? – perguntei sobressaltada com lágrimas a quererem sair.
    - São apenas duas semanas, acho eu. Candy, lembras-te das vezes que não pude estar contigo?
    - Sim, lembro-me. Mas o que têm a ver com isto?
    - Eu andava a preparar as coisas para a viagem e não queria que tu soubesses antes de tempo. A noite passada foi como uma forma de despedida que desejava à muito. – sentei-me com brutalidade e lágrimas começaram a correr. – Tenho apenas de ir lá e voltar…
    - Mas vais fazer o quê? E… onde? É muito longe? – havia várias perguntas na minha cabeça, mas apenas as menos importantes conseguiam sair.
    - É um bocado longe. Candy, não interessa o que vou fazer. Interessa apenas que voltarei depressa… por ti, por mim, por nós. – senti os eu corpo encostar-se às minhas costas.
    - Mas…
    - Não te preocupes, a sério. Nada vai acontecer, nada vai mudar. – respirou fundo, querendo transmitir-me segurança e confiança.
    Eu tinha medo. Medo que ele deixasse de gostar de mim, que a distância nos separasse. Com a distância nenhum amor sobrevive.
    - Eu não quero perder-te. – murmurei e atirei-me para os seus braços. Comecei a soluçar devido às lágrimas.
    - A distância não vai interferir na nossa relação. Não te preocupes com a distância; amar-te-ei sempre. Prometo-te. – afagou o meu cabelo e beijou-o. – Estarei sempre contigo. Será rápido. Vais ver que o tempo passará num instante.
    - Espero bem que sim… - chorei. 
    - Vais ver que assim vai ser. Vais ver que tudo irá correr bem. – beijou a minha nuca, mais uma vez, e olhei para os seus olhos, continuando a abraçá-lo.
    - Vais quando, amor?
    - Daqui a 2 dias, Candy. Mas ligar-te-ei todos os dias, a todas as horas. Sabes que não vou muito com o Robert, por isso, contas-me tudo quando eu te ligar, ouviste? - acenei com a cabeça, rindo-me. – Ah, e quando precisares de alguma coisa, liga-me. Pode ser que possa vir mais cedo para casa.
    - Claro.
    Apesar de tudo, o medo continuava. Joe ainda não se tinha ido embora e já tinha saudades. Ele podia dizer-me todas aquelas frases bem construídas, mas eu sabia que nada ia ser como antes. Não ia haver abraços, beijos, palavras doces junto ao ouvido. Ia haver apenas palavras, simples palavras, sem toque, sem olhar, sem o amor a que estava acostumada. De repente, ocorrera-me uma ideia.
    - Joe, posso ir contigo? – fiz um sorriso de orelha a orelha.
    - Não, Candy. Tenho de ir apenas eu e ainda por cima tinhas de pagar bilhete.
    - Ainda estou para saber o que vais fazer. – resmunguei, tirando os braços do seu corpo. Virei-lhe as costas, cruzei os braços e bufei.
    - Oh, vá lá. Já não és uma criança, Candy. Eu vou apenas… resolver uns assuntos de família.
    - Estás a esconder-me algo, como escondeste todos aqueles dias que não estiveste comigo. Tudo bem, eu compreendi. Não precisamos de estar sempre juntos. Mas expulsares-me de tua casa? Discutirmos por querer ir a tua casa? Para quê tudo isto, Joe? – ele abriu a boca para dizer algo, mas estendi uma mão aberta para me deixar acabar. – E eu não acredito que foi por estares a fazer as malas.
    - Eu quero contar-te, a sério que quero. Mas tu não vais gostar, tu vais ficar chateada comigo. – olhei para ele com um olhar mortífero, que significava que a todo o custo ele teria de mo dizer. – Pronto. Era uma despedida de solteiro de um amigo meu. Ele casou novo, devia ter uns 19 anos; era mais velho que eu nessa altura. Nós fomos a um bar com em todas as despedidas de solteiros dos homens. Eu conheci uma rapariga e já estava… bêbado? Talvez, até quisesse fazer aquilo, ou talvez não. Ela guiou-me até ao seu carro e nós… já deves saber o resto. – parou para respirar. – Trocámos os números de telemóvel e, um tempo depois, namorávamos. Eu não sabia, mas ela estava grávida. A criança nasceu uns tempos depois e nós tínhamos acabado a relação uns meses antes. Eu não sabia de nada e ela informou-me há umas semanas. Agora, quer que vá ter com ela, apenas por poucos dias, para lhe dar algum dinheiro e conversar com ela. – engoli em seco e as lágrimas começaram a cair. Fiquei chocada a olhá-lo. – Desculpa, Candy… - murmurou e abraçou-me. – Eu amo-te.
    - Não faz mal… essas coisas acontecem… - a minha voz estava escondida, parecia que não queria sair das cordas vocais. – Eu também te amo.

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publicado às 16:43

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


2 comentários

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De aninha a 08.03.2009 às 17:44

txii ela ja desculpou?? foi rapida :P
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De ImmortalEcs a 09.03.2009 às 21:37

Wee =D

UAU +.+
Isso é verdade ou o Joe a mentir? =/
xD
Kidding ^^

Mim gostar e querer mais *.*

Beijinhooos @

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