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Capítulo 8

por Dady, em 15.03.09

Olá!
Eu vou ser sincera convosco..
Eu estou a ficar farta da fic. Eu já tenho o final escrito, é só fazer o que é suposto a história ter até ao final e acabou-se. Depois, o blog fica parado durante uns tempos até eu acabar a Vampires Will Never Hurt You e, espero eu, a Na Guerra e No Amor.

 Estou a exigir demasiado de mim só para não vos desiludir e isso está a dar mau resultado. Desculpem.

Os ultimos capitulos da fic são mais pequenos.

 

                                                                                        Beijinhos.

_____________________________________________________

 

 

    Dois dias assim se passaram. Joe já tinha tudo preparado para partir. Agora, restava apenas despedir-se de mim. Eram nove horas e meia, encontrava-me a tomar o pequeno-almoço com Robert e Sr.ª Cussler. Passeava a colher entre o calmo oceano de leite com pequenas ilhas, que se mexiam quando havia alguma onda mais forte. Suspirei.
    Sr.ª Cussler levantou-se sem uma palavra e levou o seu prato até à máquina lava loiças, onde depositou a loiça que sujara. Pegou numa caixinha de bolinhos caseiros, para as suas amigas, com uma tampa cor-de-rosa e saiu da cozinha. Robert olhou-me por uns momentos.
    - O que se passa, Candyce? – perguntou com os olhos postos em cima de mim.
    - Nada. – agarrei a taça cheia de cereais com leite e despejei-a no lavatório. Pousei-a em cima da bancada e virei-me para Robert. – Rob… dás-me boleia esta tarde?
    - Lembras-te que não tenho meio de transporte próprio? – deu um último gole ao sumo de laranja.
    - Não me apetece nada ir de táxi até ao aeroporto.
    - Queres que vá contigo? – ofereceu-se e levantou a mesa.
    - Pagas o táxi? – ri-me.
    - Sim, posso pagar. – sorriu.
    Subi as escadas e dirigi-me ao meu quarto, onde me arranjei. Desci as escadas a correr e deparei-me com Robert, já pronto, em cima do sofá. Peguei nas chaves de casa.
    - Estás pronto? Ligas-te para o táxi?
    - Não precisas, Candyce. – olhou para mim e dirigiu o olhar até à janela. – Vê por ti própria.
    Fui até à janela da sala e fiz um sorriso de orelha a orelha. O carro de Joe estava estacionado lá fora.
    - Porque não entrou? – virei-me para Robert, ainda curvada perante a janela.
    - Não sei. Só reparei que era ele. – olhei de novo para a janela. – Vais ficar aí especada ou vais ter com ele?
    Sorri, abri a porta e corri até Joe. Ele saiu e veio até mim, calmamente. Atirei-me para cima dele e agarrou a minha cintura. Beijei os seus lábios e as nossas línguas fizeram questão de realizar o mesmo. Os meus braços envoltos no seu pescoço, apertaram-no com mais força e beijei-o com mais intensidade. Todos os pequenos segundos antes dele se ir embora eram preciosos.
    - Não sabia que vinhas. O Robert já me ia levar até ti.
    - Claro que vinha. Tinha de me despedir de ti, Candy. – beijou os meus lábios e encostou o seu nariz à minha testa.
    Ficámos um tempo abraçados e suspirei, interrompendo o silencio e despertando uma curiosidade em Joe.
    - Voltarei a ver-te?
    - Claro, Candy! Eu voltarei assim que puder. – afagou o meu cabelo e apertou-me com mais força contra o seu corpo quente e forte. Aconcheguei a minha cabeça entre o seu pescoço e o seu peito. Ao sentir o batimento do seu coração, sorri. – É melhor despedirmo-nos melhor no aeroporto. Depois distraio-me e chego atrasado.
    - Levas-me no teu carro?
    - Sim. Queres levar o emplastro também?
    - Quero. Porque depois ele traz-me a casa. – soltei-me dos seus braços e entrei em casa, a correr. – Robert! Onde estás? – Robert saiu da cozinha com um copo de água na mão e pronunciou um ruído qualquer. – Vem comigo, por favor! Vamos no carro do Joe. – ele olhou-me com uma cara de quem diz “no dia de S. Nunca, à tarde”. – Por favor… - pedinchei de novo, pondo-me de joelhos, desta vez.
    - Não precisas de fazer isso! Até te rebaixas ao menor nível para eu ir contigo. Acho que estás a começar a gostar de mim. – provocou-me. Fiz um sorriso cínico e tirei-lhe o copo das mãos, pousando-o em cima da mesa da cozinha.
    Arrastei-o até à porta dos lugares de trás e abri a porta, empurrando-o para dentro. Joe foi rápido a guiar-nos até ao aeroporto, visto que também não havia trânsito. Ele parou em frente da bilheteira e saiu, entregando o bilhete à empregada de serviço. Tirou as malas da bagageira e introduziu-as no tapete rolante. Estendeu-me as chaves do seu carro e sorriu, com a mão na minha cintura.
    - Isto é para ti. Ficas com ele até eu chegar. – peguei nas chaves.
    - Mas… eu não tenho habilitações para isso, Joe. – recolhi-as na palma da minha mão e olhei para Robert, que estava posicionado atrás de mim. – Só se… o Robert guiar. – sorri abertamente para Joe. Os dois pareceram não gostar muito da ideia.
    - Como queiras. – bufou Joe. Eu ri-me perante a sua expressão e beijei-o, abraçando-o de seguida. As suas mãos apertaram a minha cintura com força e baloiçou-me, levantando os meus pés do chão. – Vou ter tantas saudades tuas, Candy. – murmurou ao meu ouvido.
    Soltei os meus braços do seu pescoço e virei-me de costas. Baixei a cabeça e a minha cara tornou-se num autêntico mundo de tristeza.
    - Não vás, por favor. Ninguém te obriga a ir. Fica comigo. – funguei e passei a palma da mão pelos meus olhos, para tirar secar as lágrimas que saiam.
    - Eu quero e tenho de ir. Acho uma obrigação. Desculpa, Candy. – pousou as mãos nos meus ombros. Levantei o olhar e reparei em Robert encostado a um poste, lendo o jornal desta manhã. A capa tinha uma imagem de dois polícias a prenderem um ladrão e assassino muito famoso; em letras grandes, como cabeçalho, estava colocado o título: “Perigoso assassino é apanhado pela polícia.”
    - Mas não é nenhuma obrigação. Foi apenas uma relação de uma só noite. Não tens de ir! – gritei. Robert direccionou a cabeça na minha direcção, analisando bem a situação. – Por favor… eu odeio despedidas.
    - Eu prometi que iria ligar-te todos os dias e isso farei. Não te preocupes que não te vou largar um segundo que seja. – virei-me repentinamente e apertei a sua cintura com toda a força que tinha, empurrando a minha cabeça contra o seu peito. Joe gemeu e beijou a minha cabeça, afagando-a antes de envolver os braços no meu corpo. – Amo-te, mas agora está na hora de partir. Eu ligo-te quando chegar. – beijou, mais uma vez, o meu cabelo.
    Fiz um sinal a Robert para que viesse ter connosco e ele percebeu-o, vindo calmamente para perto de nós. Apertei as mãos de Joe entre as minhas e olhei-as, suspirando. Não queria um fim, não queria uma despedida. Era uma decisão de Joe, tinha de a aceitar. Para além disso, ele prometera que voltava e que ia telefonar todos os dias.
    - Adeus. – larguei as suas mãos. – Amo-te, Candy. Mesmo. – beijou-me num beijo longo e carinhoso, com muito pormenor e primor. Este era o nosso último beijo.
    - Amo-te. Vou ter imensas saudades tuas!
    - Eu também. Porta-te bem! – deu uns pequenos passos de corrida em direcção às portas do avião. – Robert! Cuida bem da minha menina. – pediu. Robert acenou com a cabeça e sorriu. Joe fez o mesmo e virou-se.
    Ele virou-se para trás, atirando-me um beijo pelo ar. Eu sorri sob a última vez que iria ver a sua face, os seus olhos, a sua beleza. Fechei os olhos devido à dor que se enchia no meu interior. Não havia nada a temer, Robert estaria lá para o que quisesse… achava eu. Talvez isto nem fosse verdade, mas ao longo do tempo, que esperava sinceramente que fosse muito escasso, perceberia se era verdade ou mentira.
    Sentia-o cada vez mais longe. O meu coração sentia os seus passos cada vez mais longe, cada vez mais fortes. A minha luz ia-se extinguindo, ia ficando em completa escuridão. Os meus lábios tremiam por se sentirem em plena escuridão, o meu coração enfraquecia ao sentir os fortes passos de Joe dentro dele. O meu corpo imóvel não se conseguia mexer, mas a minha alma só queria saltar de dentro de mim e correr atrás de Joe.  
    - Amo-te. – murmurei para mim. Baixei o olhar e uma lágrima caiu no chão, batendo no meu coração. Robert agarrou os meus ombros e sorriu. – Obrigada.

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publicado às 20:57

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


3 comentários

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De ImmortalEcs a 15.03.2009 às 21:23

Awww
Dady, que introdução é essa?
=S
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De ImmortalEcs a 15.03.2009 às 21:27

Opá *-*

" Sentia-o cada vez mais longe. O meu coração sentia os seus passos cada vez mais longe, cada vez mais fortes. A minha luz ia-se extinguindo, ia ficando em completa escuridão. Os meus lábios tremiam por se sentirem em plena escuridão, o meu coração enfraquecia ao sentir os fortes passos de Joe dentro dele. O meu corpo imóvel não se conseguia mexer, mas a minha alma só queria saltar de dentro de mim e correr atrás de Joe. "

Se tu soubesses o quanto isso me toca...
*-*

Eu amo as tuas fic's
Acho que escreves mesmo BEM!!

Apoio-te.
Não me vais desiludir porque percebo pelo que estás a passar...

Beijinhooos @
«3
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De aninha a 22.03.2009 às 01:30

tbm n gosto de despedidas -.-

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