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Capítulo 9

por Dady, em 23.03.09

Olá.
Ok, sorry.
Eu não postei porque não ando com vontade nenhuma e nem sequer acabei o capitulo 10!
Sinto que me falta algo, que não sei o que é, para escrever.
Ultimamente, nem me tenho sentido nada bem, mas fico razoavel quando o vejo. Ele é a minha razão.

Bem, fazendo os cálculos, esta fic deve ter uns 11 capitulos.

                                                                                                               Desculpem. Beijinhos.

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    Passaram 5 dias e faltavam apenas 2 dias para ele voltar. Todos os dias telefonava-me para saber com estava, o que tinha feito, dizer que tinha saudades minhas e que me amava. Todas as manhãs, quando me apercebia que já era outro dia, acordava com um sorriso e um olhar diferentes. Sentia falta do seu toque, do seu cheiro, do seu beijo. Por outro lado, Robert tinha-se demonstrado um verdadeiro guardião. Não me largara um segundo e sempre me protegia. Joe e Robert não se davam muito bem, mas parecia que, a todo o custo, Robert tentava cumprir a promessa que lhe fizera.
    Eram nove horas e estava deitada na cama, ainda ensonada. Senti um leve toque na porta e, por detrás dela, saiu Sr.ª Cussler.
    - Bom dia. – cumprimentei.
    - Querida, tenho uma coisa para te dizer. – sentei-me na cama com os cobertores por cima das minhas pernas. Senhora Cussler sentou-se igualmente, na ponta da cama. – Agora que estou mais descansada por ter o Rob cá em casa, decidi ir embora hoje à tarde. Importas-te?
    - Não. – esbocei um sorriso mais leve que o desejado. Há muito tempo que queria ver aquela mulher longe de mim. – Claro que não.
    - Ainda bem. Eu parto a seguir ao almoço. Não precisas de ir comigo ao aeroporto, eu vou sozinha.
    - Obrigada. Não me apetecia muito sair de casa. – ela saiu, e levantei-me, dirigindo-me logo ao armário para tirar algo para vestir.
    Li um livro até à hora de almoço, onde encontrei Robert pela primeira vez, naquele dia. Sentei-me no meu lugar habitual, que já tinha um prato com comida, à frente. Almoçámos sem uma palavra e sentei-me no sofá a ver televisão.
    - Não ajudas o Rob a levantar a mesa, Candyce? – reclamou Sr.ª Cussler, pegando no seu casaco de imitação de pele de tigre, que estava no cabide. Bufei e fui ajudar Robert a arrumar a cozinha. Ele sorriu ao ver-me. O seu sorriso fazia lembrar-me dos lábios de Joe e quando eles se rompiam, formando um sorriso lindo. Sorri também ao recordar esta imagem.
    Depois de arrumar a cozinha com Robert, subi as escadas, ligando a Joe mal chegara ao quarto. Tocou, tocou e tocou, mais uma vez. Por fim, foi para o atendedor de chamadas. Deixei mensagem e fui ver o filme que Robert se encontrava a ver tão atentamente. Fui até à cozinha e preparei-lhe pipocas. Coloquei-as numa tigela e sentei-me ao lado de Robert. Passei o resto do dia sentada no sofá, a ver televisão, com Robert a meu lado.            
     
   Tinham-se passado 3 dias e nem uma palavra de Joe. Todos os dias telefonava para o seu telemóvel, mas as chamadas eram reencaminhadas para o correio de voz. Estava preocupada, triste e impossível de aturar.

    Mais uma semana se passou. Eu chorava por todos os cantos. Eram 22 horas e mandei uma mensagem a Joe, que implorava para que me dissesse algo. Ouvi o som do telemóvel, poucos minutos depois. Ela dizia:    

   
«Desculpa. Eu amo-te, mas a distância é muita e não consigo continuar a sofrer desta maneira. É-me impossível regressar agora. A minha família quer que fique. Não, não é a tal rapariga, são mesmo os meus pais. É melhor para ti, como para mim.
Desculpa, espero que me perdoes um dia. Amo-te mesmo.»
 
    O que eu mais temia tivera acontecido: a distância estragara a nossa relação. Ele magoara-me pela forma como me dissera tudo. Uns tempos sem uma palavra… e só depois me dissera. Preocupada por nada. Joe estava apenas a querer afastar-se de mim. Uma promessa quebrada. Agora, estava magoada, triste e perdida. Sentia-me perdida no meio do mundo, perdida no meio da multidão, mesmo estando sem ninguém por perto. Estava na escuridão e não encontrava a luz ao fundo do túnel.
 
    Passou-se algum tempo, mas eu continuava na mesma. O tempo para mim, por mais escasso que fosse, parecia duzentos mil anos.
    Raios de Sol irromperam da janela, alertando-me que já amanhecera. Tivera outro sonho em que ele entrava. Desta vez, eu corria atrás dele, mas ele fugia, fugia como se fugisse depois de um assalto… e assaltara verdadeiramente. Assaltara o meu corpo, roubando o meu coração, a minha respiração, a minha alma… a minha vida.
    Queria odiá-lo por me deixar sem uma palavra, por quebrar as suas promessas. Mas, poro mais que quisesse, não conseguia. Por mais que ele me magoasse, por mais que ele me fizesse, eu amava-o. Amava-o como nunca o tinha sentido por alguém.
    Apenas desejava olhá-lo nos olhos e dizer que o odiava. Ódio não sentido, realmente, mas o que queria sentir por ele.
    A televisão estava ligada e eu agarrava os joelhos, em cima da cama, Recordações enchiam a minha cabeça. Recordava-os livremente, com imensos sorrisos, mas depois… olhava em redor e via que ele já não estava lá. Era, então, que as lágrimas acordavam do seu coma ligeiro e faziam o seu trabalho: cair dos olhos até ao chão, escorregando pela minha face.
    Agarrei uma almofada e atirei-a contra a porta, que estava trancada.
    - Porquê? – repetia, sem conseguir conter as lágrimas. Robert correu até ao meu, ao ouvir-me cair no chão. Tentou abrir, mas a porta estava trancada. Voltou rapidamente para a cozinha, onde eu sabia que se encontrava uma chave mestra. Ouvi-o mexer e remexer. Voltou para cima e abriu-a.
    - Então, Candyce? Levanta-te, vá… - pegou-me ao colo, deitando-me na cama. - Estou aqui contigo, não vou deixar que nada te aconteça. – Ele beijou a minha testa e acomodou-se junto a mim.
    - Não quero voltar a senti-lo. Não quero voltar a sentir esta dor. Por favor, Robert, não deixes que mais ninguém me magoe. Eu peço-te com todas as minhas forças. Eu não quero que me roubem o coração, de novo. Por favor… - implorei. Lancei os meus braços ao seu pescoço e grossas lágrimas começaram a escorrer como numa cascata.
    Como algum dia poderia ter pensado que Robert não era bom? Ele era, certamente, a pessoa mais honesta e sincera. Eu admirava-o muito, pois tinha sido o único a não desistir de mim, ficara sempre comigo… ao contrário de Joe. Como poderia ter feito tantas juras de amor e promessas impossíveis de cumprir?

 

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publicado às 17:47

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


4 comentários

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De ImmortalEcs a 23.03.2009 às 18:20

WTF??
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Tou chocada *-*
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De ImmortalEcs a 23.03.2009 às 18:22

Ele foi TÃO INSENSIVEL!
Grr, posso matar o Joe? *-*

Agora ela ficava com o Rob... Não?
xD

Tá quase a ir-se *__*

^^
Beijinhoooos @@@
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De aninha a 25.03.2009 às 18:14

que queridoo que foi o Robert :D:D
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De Carla Iero a 04.04.2009 às 17:17

ohhh tadinha da candyce ! vou mataaaaaaaar o Joee : @

a sorte dela é q tem agora o Rob (lll) xD

mas gostei .. essas tuas palavras , frases .. *-*

dá,m todo o prazer d ler as tuas fic's ! ^^

xx

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