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Capítulo 11 - Último

por Dady, em 04.04.09

Boa noitee!

Tal como prometi, o capítulo 11 postado. x}

Não, Ana, não acaba como tu preveste xD

Abocadinho tava a ver o Death Note e apeteceu-me escrever qualquer coisa do género daquilo. u.u Tenho de pensar bem no assunto.

Bem, só me resta desejar boa Páscoa e muitos ovinhos. x3

 

                                                                                         Beijinhos!
                                                                                       Até à próxima!

_________________________________________________

 

 

    Ouvi Robert sair da cama e descer as escadas. Segundos depois, ouvi a porta a abrir-se.
     - Que estás aqui a fazer? Depois de tudo ainda voltaste? – gritou a voz de Robert. O outro não respondeu. – Tu não tens vergonha nessa cara?!
    - Não vim para falar contigo. – falou outra voz, uma voz masculina e que me parecia familiar.
    - Isso sei eu! Vieste para falar com ela! Depois de tudo ainda tens a lata de vir aqui? Desampara-me a loja!
    A porta fechou e ouvi paços nas escadas. Robert gritava e lutava contra alguém. Um corpo bateu contra a minha porta e gemi. Levantei-me da cama e escutei a porta.
    A porta de madeira foi aperta brutalmente com um empurrão e ele caiu. Estava estendido o rapaz que tanto tinha amado. Tinha os olhos bem abertos na minha direcção, olhei espantada para ele e levei as mãos à boca, para a tapar. Robert caiu em cima dele, que provocou um gemido pela parte de Joe.
    - Tem calma, só quero falar com ela. – disse Joe na sua voz calma, que não ouvia há tanto tempo. Rob olhou para mim, à espera de uma resposta. – Podemos, Candy? – acenei com a cabeça.
    Robert levantou-se, agarrou no meu braço e assentiu com a cabeça. Fechei os olhos durante 5 segundos para mostrar que estava de acordo. Ele saiu e Joe levantou-se, finalmente.
    - O que queres?
    - Vim pedir-te desculpa. – aproximou-se com um sorriso.
    - Desculpa? Não me parece. O que vieste aqui fazer? – o seu sorriso desapareceu, tornando-se numa expressão séria.
    - Estou aqui, Candy. Estou aqui como tu sempre desejaste.
    Sim, ele estava ali mesmo, à minha frente, com os seus olhos fixando os meus, que eram limitados a lágrimas. Mas ele magoara-me imenso e eu já não o amava como antes e tinha a certeza que ele também não.
    - É verdade, estás aqui mesmo, como sempre desejei. Mas… será que ainda me amas? Será que EU ainda te amo? Será que após todo este tempo de tortura e sofrimento, por causa da estúpida decisão que tomaste, ainda sinto o mesmo por ti? – o meu corpo tremia, tremia e tremia… a raiva tinha-se apoderado dele.
    - Candy… eu… eu tive de fazê-lo. A distância era muita e eu não conseguia. Achei que era o melhor para os dois! – fiz um riso cínico e olhei-o nos olhos, mostrando toda aquela ira.
    - Distância... distância que tu criaste! – gritei.
    - Eu não queria, tu sabes disso. – murmurou. – Eu senti-me na obrigação de ir…
    - Não achei mal tu ires. Magoou-me apenas o facto que não me teres dito logo, de não me teres deixado ir contigo… eu nem sei o que tu fizeste por lá! e as promessas que tu quebraste. Prometeste que nunca te afastarias, que nunca me deixavas. - fechei os olhos e virei-lhas as costas. – Tu magoaste-me! Por mais que te ame, não te consigo perdoar e agir como se nada tivesse acontecido, Joe. Por mais que me magoes… não consigo deixar de te amar, infelizmente. – caí de joelhos ao ouvir a minha voz desvanecer-se. Levei as mãos aos olhos, tentando controlar as lágrimas.
    Joe colocou as mãos sobre os meus ombros e ajoelhou-se atrás de mim. Virei a cabeça e olhei-o nos olhos, que também choravam. Raiva. Raiva era o único sentimento que os meus olhos transmitiam, ao vê-lo ali, mesmo ao meu lado, depois de tanto tempo. Apetecia-me espancá-lo, mas por outro lado, só queria abraçá-lo e nunca mais o largar, após um longo beijo.
    - Candy… desculpa por quebrar todas as promessas que era óbvio que não conseguiria cumprir, pois não adivinho o futuro. Mas eu tenho a certeza de uma coisa… eu ainda te amo. – beijou o meu rosto e levantei-me repentinamente.
    - Agora já não importa. Já magoaste tudo o que tinhas para magoar. Já destruíste tudo o que havia para destruir. Já atingiste os teus objectivos, agora, podes seguir. – abri a porta para ele sair.
    - Candyce Cussler… - insisti para que ele saísse e, finalmente, desisitiu. – Eu amo-te. Desculpa-me… - não respondi e uma lágrima caiu do fundo do meu coração. – Dá-me só mais uma oportunidade, eu peço-te!
    - Sai, Joe, sai! – gemi.
    - Candyce, está tudo bem?
    - Sim. – respondi a Robert, que devia estar na sala a ver televisão, mas bastante atento à nossa conversa. 
    - Candy… - sussurrou.
    - Ainda aí estás? Quando saíste por tua própria vontade não demoraste tanto tempo. Quando decidiste afastar-te de mim não demoraste todo este tempo. – ele ficou chocado com a minha atitude e saiu.
    - Não me acompanhas até à porta?
    - Não. O Robert está lá em baixo e tu sabes o caminho, por isso não te perdes. – fechei a porta.
    Quando percebi que Joe já estava lá em baixo, abri a porta e desci as escadas até conseguir ver e ouvir algo da sala. Robert estava de mão levantada a Joe e ele gritava palavras que não conseguia, porque os meus ouvidos estavam entupidos pelas lágrimas. Rob dirigiu-se à porta com paços largos e abriu-a, esticando um dedo em direcção à rua.
    - Nunca devias ter aparecido, vadio.
    - E tu nunca devias ter entrado nesta casa. Deste maus exemplos à Candy e ela já não é o que era.
    - O Robert não tem culpa de tu me teres feito sofrer! O Robert não tem culpa de eu me ter tornado menos ingénua e menos dependente de ti. Foste que criaste a nova Candyce, Joe, foste tu. – olharam os dois para mim com uma expressão admirada. – Esperavas chegar aqui e ter-me? Esperavas que eu estivesse de braços abertos para te receber depois de tudo? Continua a sonhar, a esperança é a ultima a morrer. – sentei-me no sofá e peguei no comando. – Podes sair, Joe, o Robert está a ficar cansado de segurar a porta.
    Ele saiu e pousei o comando no sofá. Corri até ao meu quarto e tranquei a porta. Abri a janela, empoleirei-me sobre o parapeito e olhei-o. Andava a passos curtos, desajeitadamente, e olhando os pés. Uma lágrima escorregou pela minha face até ao chão. Joe olhou na direcção da minha janela, era como se a lágrima me tivesse denunciado. Ele limpou as suas lágrimas e as minhas começaram a cair mais intensamente. Fechei a janela.
    Encostei-me à porta e deixei-me cair até ficar sentada. Baixei a cabeça e colei-a ao peito, abracei os joelhos e encostei-os à minha nuca. Dor, pânico, tristeza, mágoa, lágrimas… tudo isto se juntara para me aterrorizar, torturar e estavam a levar a sua avante. Não era mais uma desilusão de amor, era um amor em que tinha amado de verdade e tinha sido magoada de verdade. Agora, as únicas coisas que tinham ficado eram as memórias… e a raiva.
 
Fim

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publicado às 23:20

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


4 comentários

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De aninha a 05.04.2009 às 01:47

dadyzinha... continua la a fic :D va la va la *.*

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