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Quinto Capítulo

por Dady, em 08.12.08

Oláááá! : D

Desculpem, tive um fim-de-semana preenchido. * riso matreiro*

Ontem fui ver o Twilight!  AMEI mesmo. Esperei ansiosamente pra ver esse filme. Quando começou... quase que chorei +.+

Fiquem bem! x)

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O Sol acabara de nascer e eu nem sequer 1 hora dormira. Mas também não tinha sono.

- Ah! – bocejou Tony. – Já acordado? E agarrado ao meu livro?

- Desculpa. Não consegui dormir a noite passada e agarrei no livro.

- Deixa lá. – levantou-se da cama num salto. - Kevin, acorda! Já devem ser horas de ires embora. 

- Só mais um bocadinho, mãe! – reclamou ele.

Levantei-me rapidamente e corri. Corri sem destino, sem ponto de chegada; corri para esquecer. Lá fora, chovia. Grossas e rápidas gotas que caíam em poças fazendo salpicar água. Encostara-me a um muro e olhava para o horizonte. A chuva empapava o meu cabelo, a lama subia-me até aos joelhos, as lágrimas punham a minha vista turva.

- Joe, qual é a tua? – gritou Nick. - Eu sei que te custa. Mas a mãe já morreu e nós já não estamos na aldeia! Tens de aceitar a realidade!

- Nick – virei-me para ele – entende uma coisa: tu não te lembras de ver a mãe morrer, por isso é que é bastante fácil para ti! O Kevin já era mais velho que eu, aceitou melhor!

- Joe… o que tiver de vir, virá. E só temos de o atravessar, entendes?

- Está bem, Nick. – disse aborrecido.

Abraçámo-nos e fugimos da chuva.

- Voltou o rabugento. – troçou Tony ao sentarmo-nos na mesa do costume para tomarmos o pequeno-almoço.

- Melhor, agora, Joe? – perguntou, inocente, Vénus.

- Tudo bem, obrigada. Agora podemos comer sem problemas?

- Finalmente, alguém sabe o que é bom! – protestou Tony.

Começámos a comer e, mais uma vez, deixei quase tudo na taça horrenda.

Várias semanas passavam. Cada vez mais árduos treinos onde muitos se magoavam. Mau tempo e noites sem dormir.

- Isto não pode continuar assim! – desabafou Tony enquanto víamos o pôr do Sol.

- Hum? O quê? – perguntei.

- Joe, já metes dó. Passaram-se meses e ainda estás nessa figura! Não podes continuar assim… eu, os teus irmãos, a Vénus; nós queremos-te ajudar.

- Não sou forte o suficiente.

- Claro que és! Mesmo se não fores, eu estou aqui.

- Obrigado, mas não precisas de desperdiçar o teu tempo com isso.

- Sabes… tens razão. Basta! Queres ficar assim, fica. Eu não vou deixar de viver pelas tuas atitudes imaturas e estúpidas.

Petrifiquei. Nunca ninguém me tinha falado assim. Se calhar, ele tinha razão… estava demasiado deprimente para alguém se importar comigo. Ia ser um bocado difícil mudar rapidamente de comportamentos, mas teria de tentar. Tudo para criar um ambiente estável e bom com os meus irmãos, com Tony e com Vénus.

- Desculpa, Tony. – sorri.
- Decidiste falar? – amuou ele.

- Desculpa, Tony! Eu prometo que daqui para além não vai ser assim, prometo.

- Está bem...

O Tony já estava. Agora faltava apenas os meus irmãos e a Vénus.

- Vens, Joe? – convidou-me Tony, para ir para dentro.

- Claro.

Seguimos, lado a lado, as mesmas nossas pegadas de vinda deixadas na lama.

- Ouve, Tony…
- Sim?

- Obrigada. – agradeci, corando. – Foste excelente comigo, mesmo sendo um estúpido para ti.

- Deixa! Não sejas lamechas, isso é para contos de fadas. Em casa de gladiador não há lamechice. – brincou.

Rimo-nos em conjunto. Brincámos até chegarmos perto do grupo onde estava Nick e Vénus.

- Muito divertido, Joe. Que se passa? – perguntou Vénus num tom grosseiro, o que me ofendeu.

- Nada! Tem de se passar algo para estar bem disposto?

Nick abraçou-me com toda a sua força. Fungou como se estivesse a chorar.

- Voltaste, meu irmão. – sussurrou, entre lágrimas.

- Desculpa, Nick… - murmurei ao seu ouvido.

- Sim! – Apertou-me com mais força.

A Vénus não era assim tão fácil de conquistar. Via-se: estava solteira com milhões de homens atrás. Mesmo assim, vi-a largar uma lágrima que limpou logo de seguida.

- Nem penses que comigo é assim, todo-poderoso! – resmungou e saiu.

- Espera um bocadinho, Nick. – pedi e larguei Nick.

- Claro…
Corri até apanhar Vénus.

- Pensas que não sei que só querias atenção e agora que a tens finges-te bem? – atirou-me Vénus.

- Não sou como os outros, Vénus.
- Pois, és pior!

- Deixa-te disso, por favor. Sabes bem que não estava bem!

- Pois. Pensava isso, tens razão. Mas agora chego á conclusão que era tudo fingido! Querias apenas ser popular e ganhar confiança das pessoas tendo elas pena de ti! És um triste, Joe… és um triste…

E fugiu a chorar. Fiquei paralisado a olhar para o nada, enquanto minutos passavam e pessoas olhavam para mim. Tinham passado 20 minutos que estava ali e apenas me tinha apercebido de um quarto deles a passar. Porque é que tudo tinha de ser assim? Mas que vida!

- Joe, vem comigo. – chamou Tony. – Joe? – puxou-me.

- Hum?

- Quero explicar-te uma coisa: a Vénus não é nada fácil e leva as coisas bastante a sério. Tu estás a tentar melhorar e ela não entende isso, porque não sabe a conversa que tivemos, percebes? – explicou ele.

- Não sei. Tudo é tão difícil. – desabafei.

- Se quiseres, falo com ela por ti. Que achas?

- Não. Quero fazer isto sozinho, obrigada.

- Teimoso, ainda por cima! – gritou.

- Parece que sim.
- Anda, vamos treinar!

Puxou-me até ao lamacento parque de treino. Fizemos o habitual aquecimento e Artemis chegou.

- Muito bem, rapazes. Hoje vamos sair daqui e ir para outro sítio! Vamos ver outros grupos a batalhar. Vão aprender como é e tentar fazer o mesmo. – explicou Artemis. – Vamos!

Cheio de acção o treino. Eram 19h30min, hora do jantar horrendo que serviam. Tirem uma taça e tirei o comer. Como de costume. Sentei-me e comi. Vénus sentou-se ao lado de Tony, de frente para mim. Não pronunciei uma palavra.

Tony e Vénus conversavam alegremente. Olhava para comida e brincava com ela.

- Joe, come. Ficas sem forças! – protestou Tony.

- Ele só quer chamar a atenção, Tony.

- Isso pensas tu! – sussurrei e saí brutamente.

 

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publicado às 14:56

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


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