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Sexto Capítulo

por Dady, em 17.12.08

Olá. Really sorry...
Como devem ter lido no post anterior.. não estou no melhor estado para escrever. Por isso, é que este capítulo é muitoo lamechas.

Ah, e não postei antes... porque ando a ajudar a minha Mina a fazer o blog para as fic's dela. xD

 

Beijinhos e portem-se bem. <3
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Continuava a ler o livro de Tony. Era a única coisa que me abstraía todos os outros pensamentos. Pousei o livro. Repensei no que ia fazer a seguir e procurei Vénus, confiante do que ia fazer.
Estava numa pequena sala muito limpa – provavelmente, a sala mais higiénica daquele estabelecimento – cuidando de pequenas crianças que trabalhavam, transportando pesos pesados de um lado para o outro.  
Andei a passos largos e rápidos até Vénus.
- Que foi? – resmungou ela.
- Tenho de fazer isto.
E, mal acabei de o dizer, peguei no seu queixo e virei-a para mim, para que olhasse nos meus olhos. Sorri e, por fim, toquei nos seus lábios com carinho.
- Desculpa. Não me faças sofrer, Vénus. – sussurrei de encontro aos seus lábios.
Vénus respirava compulsivamente e muito rápido. Não suou uma única palavra.
- Perdoa-me, Vénus. – murmurei, novamente, ainda com os lábios a tocarem-se.
Senti uma lágrima percorrer a sua face. Caiu outra dos meus olhos. Sorri.
As crianças olhavam sorridentes – via-o pelo canto do olho.
Continuava com a esperança que Vénus me desculpasse. Não tirei os meus lábios dos seus, e ela também não se mexeu. Contorci o pescoço e mordi o lábio. Agora começava a preocupar-me: Vénus não tinha dito uma única palavra nem sequer sinal de estar consciente.
Avancei com os meus lábios aos dela e beijámo-nos. Soltei os meus lábios e olhei-a nos olhos.
- Estou desculpado? – disse baixinho com os olhos postos nos seus.
- Acho que sim… - respondeu roucamente.
Pelo que sabia, era bastante difícil conseguir alguma confiança – daquela confiança – da parte dela. Estava nervoso, talvez a seguir me desse para trás e me humilhasse, talvez fosse esse o seu plano como vingança daquilo que ela achava que eu era – um falso.
Estremeci.
Acabara de pensar como iriam reagir os outros homens sabendo que beijei Vénus e ela concordou. Iria morrer por uma estúpida razão e de uma maneira dolorosa.
- Joe! Joe! – abanaram-me o corpo todo.
Abri os olhos. Fora apenas um sonho.
- Então? O livro é assim tão chato? – perguntou Tony.
- O quê? – apontou para a minha barriga: tinha o livro aberto, pousado em cima do meu corpo. – Ah…
- Já falaste com a Vénus? – quis saber enquanto se sentava na sua cama.
- Sim. Er… não. Não sei!
- Hã?
Tinha sido mesmo um sonho? Talvez tenha sido realidade. Estava confuso, muito confuso.
- Onde está a Vénus? – perguntei-lhe.
- Deve estar no quarto dela.
- Onde é? – levantei-me.
- É o quarto 9. Mas ela…
Interrompi-o com a minha corrida. Alguns sonhos tornam-se realidade. Aquele, podia ser um deles. Ia fazer daquilo que eu sonhara uma verdadeira realidade. Tentava extrair a recordação do sonho das minhas entranhas.
Arrepiei-me. Agora é que a ia beijar, agora é que me iam matar, agora é que dizia adeus a tudo.
Brincava com isto o tempo inteiro. Claro que tudo era mentira. Aquele sítio podia ser o pior do Mundo mas nunca iriam deixar uns matarem-se aos outros fora do coliseu.
Chegara, finalmente, ao quarto 9.
Precipitei-me a olhar lá para dentro. Vénus misturava algo numa pequena tigela de pedra. Dei um passo em frente mostrando querer entrar, mas algo cá dentro dizia não a isto tudo.
“ Só quero tornar todos os meus sonhos realidade!” – pronunciava vezes sem conta para mim.
Dei um passo em frente. A parte de mim continuava com um não constante. Se calhar, até podia ter razão, talvez o que iria fazer estraga-se o pouco que havia entre nós.
A minha vida já era difícil sem o vazio que sentia sem Vénus perto de mim. Sinceramente, não sabia o que fazer, não sabia se o devia fazer e, simplesmente, o que estava ali a fazer. Talvez devesse agir sem pensar no futuro, nas consequências que a minha acção iriam causar.
Fui, a passos largos, até Vénus, mas ela não se apercebeu. Sentei-me a seu lado.
- Ah, és tu. Que foi? – recebeu-me.
Tentava visualizar o sonho cada vez mais nítido, mas nada acontecia. Cada vez mais força fazia para conseguir ver tudo aquilo do inicio, mas… do nada, com um clique, todas as memórias do sonho tinham desaparecido.
Agora tudo estava perdido. Tinha de improvisar. Ajoelhei-me no chão e olhei para os seus olhos para que ela me visse de frente.
- Sim?
Peguei na sua mão, engoli em seco e pronunciei com alguma timidez.
- Vénus… desculpa-me. Não sou aquilo que tu pensas ser. Não sou, mesmo.
Ela não tinha dito uma palavra. Apenas uma expressão de admiração completa.
- Não me faças isto, por favor!
Avancei em direcção a ela ficando frente a frente, olhos nos olhos. Os nossos narizes tocaram-se e fiz movimentos leves – como dando um beijinho de esquimó. Respirei de encontro aos seus lábios e tentei de novo.
- Perdoa-me, Vénus. – pronunciei de encontro aos seus lábios.
Ela mordeu o lábio inferior e avançou para os meus lábios. Beijou-me e eu correspondi.
- Desculpa, eu. Fui demasiado bruta contigo.
- Não importa. – disse com os olhos fechados, os nossos narizes a tocarem-se e as nossas palavras a irem contra os lábios um do outro.
Beijámo-nos de novo. Aquilo significava, exactamente, o quê?
Parei.
- Ouve, isto significa o quê, mesmo?
- Não sei… sinto alguma coisa por ti, mas não sei o que é! Por isso é que reagi daquela maneira, Joe. Desculpa.
- Então, estamos os dois desculpados?
- Claro. – sorriu.
Levantei-me, puxando-a. Virei-me, ainda puxando a sua mão quando me deparei com bati contra um corpo.

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publicado às 20:06

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


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