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VWHNY - Cap. 4

por Dady, em 14.07.09

Boa tarde!

Desculpem não postar há calhaus, mas não me tem apetecido escrever.

 

P.S: O que está em itálico e entre aspas são recordações.

 

                                                                                               Beijinhos.

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    Estava frio, muito frio. O céu dava indícios de chuva, ou talvez de neve. Frank continuava à procura da sua casa. Seguindo aquilo de que se lembrava, era bastante longe dali e o estado de tempo não facilitava a viagem. Há 2 dias que ele não comia, ele precisava do sabor a sangue na sua boca, precisava de sentir aquele aroma.
    Ele conhecia aquele arco por cima do portão branco, aqueles muros de plantas a rodear a vivenda, as flores de várias cores e as figuras verdes em todo o jardim. Conhecia aquela fonte ao centro de tudo.
    “ – Compramos?
    - Os miúdos parecem gostar dela. Se assim é, compramo-la.
    - Pois é, parecem umas criancinhas.
    - Sempre foram os nossos bebés. Frank, Gerard, venham cá!”
    - Nós éramos os seus bebés. Agora, não sabem controlar o meu irmão e a mim… fecham-me num cubículo, quase sem poder respirar. Nunca foram bons pais, sinceramente. – falava para si.
    - O senhor precisa de alguma coisa? – um velho com uma grande barba branca, tinha uma bata verde e uma grande tesoura. Era o jardineiro da família Iero, Frank conhecia-o.
    - Sr. Grant! – gritou com um sorriso.
    - Frank? Frank! – os dois envolveram-se num abraço. – Oh rapaz, há quanto tempo! Os teus pais não te tinham… afastado?
    - É. Ricos pais. Eles estão em casa?
    - Sim, mas…
    - E o meu irmão? – interrompeu-o.
    - Também, mas eles estão a ter uma conversa, quanto sei.
    - Que bom, é ainda melhor. Grant, obrigado. – Frank entrou pelo grande portão branco e correu, rapidamente, até à porta da casa.
    Tocou à campainha e abriu uma rapariga de avental – devia ser uma nova empregada. Ele entrou e subiu até à antiga “sala de reuniões”. Eles estavam lá e Frank escondeu-se, a ouvir a conversa.
    - Tu sabes muito bem que ninguém pode saber! – a mãe esbracejava por todo o lado, estava mesmo irritada.
    - A culpa não é minha! Ela apareceu do nada e eu estava demasiado cansado e possuído pelo cheiro, que a deixei fugir. – tentava desculpar-se.
    - Matamo-la também. É o melhor a fazer para toda a gente. – o pai estava pensativo e demasiado calmo para a situação. Frank ficou furioso e entrou de repente.
    - Se lhe tocam com um dedo, eu juro que vos mato! – gritou.
    - Fr… Franky? – a mulher abriu a boca, de espanto, e começou a chorar.
    O pai soltou uma gargalhada e foi em direcção a ele, calmamente: - O que fazes aqui? Como conseguiste sair?
    - Perguntas para depois. Quero saber por que razão deixam o Gerard andar à solta a matar pessoas como um animal. – Frank estava bastante calmo, por sinal.
    - Eu estava cheio de fome! E o cheiro… não resisti!
    - E decidiste matar os pais da Charlotte, à frente dela. É muito inteligente da tua parte, parabéns! – bateu palmas em tom irónico.
    Gerard deu 3 passos longos e agressivos passos até Frank. Agarrou-lhe a camisola como quem o ameaça de morte e elevou-o no ar, a poucos centímetros do chão.
    - Cala-te! – ordenou agressivamente.
    - O quê? O maninho mais velho vai atirar-me pela janela? Ui, que medo! – Frank estava a levar tudo aquilo na brincadeira, mas ele sabia que era bastante sério.
    - Pousa o teu irmão, filho. Vamos conversar com calma, muita calma. – o pai olhou Frank com um sorriso sínico e os olhos carregados de maldade.

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publicado às 16:17

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


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