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LK - 5ºcap - Part I

por Dady, em 09.06.10

Quinto Capítulo

 

Parte I – i can’t resist you

 

          Um novo dia, uma abóbada celeste diferente, uma temperatura ao gosto de todos. Estava um sol radiante e um calor anormal com apenas a brisa matinal. Outono estranho…  

          A casa estava silenciosa, vazia e aterrorizante. A campainha tocou e o seu tilintar ecoou pela casa. Emma pousou o bloco e o lápis no chão frio e dirigiu-se à porta. Espreitou pelo óculo da porta: não se encontrava ninguém à porta, deviam ser brincadeiras. Quando Emma se virava para voltar a desenhar, a campainha tocou de novo. Abriu a porta, olhou para o lado e, ao olhar para o outro, um vulto apareceu à sua frente e algo tapou o seu rosto. 

          — Ahm… quem és tu e o que queres? – perguntou assustada, mas, depois, apercebeu-se de quem era, pois o cheiro que a peça de roupa emanava era o melhor dos aromas: o perfume de Max. Sorriu.

O rapaz fechou a porta e levou-a até ao sofá, onde a sentou e tirou o casaco que tapava o rosto de Emma.

          — Posso levar a casa, o carro, as jóias… - começou a cantar. -… mas quem eu quero é elaaaa. – riu-se.

          — Podes levar a casa, o carro, as jóias… mas não ficas comigooo. – levantou-se e cantou em resposta.

          — É melhor pararmos, os vidros já começaram a rachar… - apontou para a porta da varanda. - … acho que foste tu…

          — Pois, também acho que sim. – aproximou-se dele e encostou-se ao braço nu e brilhante. Arrepiou-se.

          Max reparou nos desenhos que Emma fizera. Baixou-se, apanhou o bloco e observou-o sem ela reparar.

          — Uau! Isto é, sem dúvida, a melhor obra de arte que já vi até hoje. – esboçou um riso e uma expressão de espanto. – Foste tu que fizeste? – olhou-a.

          Emma corou e tirou o bloco das mãos de Max, fechando-o. Envergonhada, apanhou o lápis e colocou o material de desenho no seu quarto. Voltou para a sala e sentou-se no sofá.

          — O que é que tu queres? E já agora, como é que sabes onde moro? – questionou amuada.

­          ­— O parvinho irritante disse-me. – olhou em redor e fixou o olhar em Emma.

          “Eu vou matar-te, Peter!” interiorizou ela.

          — Esqueceste-te disto. – pousou o presente no sofá.

          Emma viu a caixa e murmurou:

          — Temos de falar.

          — Que é que foi desta vez? Estamos sempre assim, é? – levantou o tom de voz.

          — Vês? Já estás a fazê-lo outra vez! Como é que queres que fiquemos bem?! – pela primeira vez, Emma falara ainda mais alto que ele.

          Sentou-se ao lado dela e sobrepôs a mão feminina com a sua mão enorme.

          — Desculpa. Olha para mim. – ela não se mexeu. Max pegou no rosto delicado e virou-o para si, mas Emma olhou para baixo. – Oh, vá lá! – os olhares encontraram-se.

           Ele aproximou-se, os lábios tocaram-se e Emma não reagiu. Simplesmente, deixou-se levar. Era impossível lutar contra o desejo.  

 

 

só porque a Sara pediu.

Não tenho andado inspirada para isto, por isso coiso.

PORTO, HERE I GO!

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publicado às 17:43

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


1 comentário

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De Chica a 09.06.2010 às 21:55

Olá, Dady.
Santos me valham! Estou a adorar esta história!
O modo como escreves, o enredo... tudo!
Perfeita.
Adeus e Beijinhos.

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