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Desire

por Dady, em 03.04.12

“Tenho de ir.”

Estas palavras ecoaram no seu cérebro, num sussurro, doce, enganador. Tão suave e misterioso que o seu cérebro só, um tempo depois, conseguiu encontrar a maldade entre o carinho. Afastou-se.

“Não vás. Não podes ir.”

Os seus olhos encontraram-se e chocaram, paralisaram. Aproximaram-se de novo, lentamente, sempre de mãos dadas, cada vez escorregando mais à medida que se dirigiam um ao outro. Até estarem a pouca distância os seus olhares nunca se desviaram. Depois, como que um botão automático para fechar os olhos, beijaram-se. Não era um beijo indiferente. Não era um beijo diferente. Era um beijo romântico, carinhoso, sentimental. Quase um beijo de despedida. Era um beijo sedento, sensual, exótico. Quase um beijo de desejo.

As mãos avançaram para o tronco de cada um. Olharam-se de novo e sorriram. Outro beijo se seguiu. Era um beijo apaixonado, este sim um beijo de desejo. Ambas as camisolas voaram como que sugadas pelo nada. Os seus troncos roçaram-se, ambos se arrepiaram. Os beijos prolongaram-se, sem dar descanso aos seus lábios. Eram como íman, tal como o ar era um íman para as suas roupas.

Deitaram-se no chão, rebolavam, percorrendo as mãos no seu corpo alheio e sempre beijando-se.

“Eu disse que não ias.”

E beijaram-se, de novo. Um beijo de paixão, de amor. Um beijo de amantes.

Ela partiu... apenas na manhã seguinte.

 

 

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publicado às 17:43

Tudo aqui presente é da autoria de Dália Rodrigues. Plágio é crime. Just sayin'...


1 comentário

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Luh a 01.07.2012

Tu escreves com cada coisa mais bonita, que me deixas toda babada. *u*

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